Sexta feira de música
Vamos pro boteco amigo (a) leitor (a), vamos tomar todas e batucar na mesa, clica aí no link e assista o vídeo Adoniran Barbosa e Elis Regina, em 1978, no Bexiga
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Desculpem-me. Isso acontece com a internet, ou com quem não tem domínio dela.

Vai continuar visitando o nosso blog, não é mesmo?
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Sinceramente, experimento sentimento semelhante ao povo novairquino, pela passagem de mais um ano do
trágico 11 de Setembro
E são tantos "os onzes de setembros" que todo o plural é pouco.
A morte de pessoas, assassinatos, guerras, não há justificativas. Sabe-se: há por trás (sempre) jogos de interesses, de poder, de arrogância, de prepotência, de desumanidade.
Hoje são doze de Setembro. Talvez, para mim com certeza, já sem lágrimas nos olhos, americanos deitam olhares sobre Bolívia, Venezuela, como dantes sobre Chile.
Ungidos por Deus, americanos, um país soberano dita normas e destinos aos outros povos. No mundo todo, seus soldados, suas armas, seus agentes secretos. Uma nação tão rica, tão evoluída, como um polvo, lança seus tentáculos sobre outros países, sufocando-os, sem importar-se das tantas mortes que cause, tudo em nome da "democracia" que traduzindo vem a ser: "absolute power".
Choraram ontem... Pelo 11 de Setembro. Também eu, pelo 11 de Setembro, um pouco mais distante...

Salvador Allende Y Pablo Neruda
11 de Setembro de 1973...

Allende, el hombre de la paz
Passo a palavra à Mario Benedetti
Allende
Para matar al hombre de la paz
para golpear su frente limpia de pesadillas
tuvieron que convertirse en pesadilla,
para vencer al hombre de la paz
tuvieron que congregar todos los odios
y además los aviones y los tanques,
para batir al hombre de la paz
tuvieron que bombardearlo hacerlo llama,
porque el hombre de la paz era una fortaleza
Para matar al hombre de la paz
tuvieron que desatar la guerra turbia,
para vencer al hombre de la paz
y acallar su voz modesta y taladrante
tuvieron que empujar el terror hasta el abismo
y matar mas para seguir matando,
para batir al hombre de la paz
tuvieron que asesinarlo muchas veces
porque el hombre de la paz era una fortaleza,
Para matar al hombre de la paz
tuvieron que imaginar que era una tropa,
una armada, una hueste, una brigada,
tuvieron que creer que era otro ejercito,
pero el hombre de la paz era tan solo un pueblo
y tenia en sus manos un fusil y un mandato
y eran necesarios mas tanques mas rencores
mas bombas mas aviones mas oprobios
porque el hombre de la paz era una fortaleza
Para matar al hombre de la paz
para golpear su frente limpia de pesadillas
tuvieron que convertirse en pesadilla,
para vencer al hombre de la paz
tuvieron que afiliarse siempre a la muerte
matar y matar mas para seguir matando
y condenarse a la blindada soledad,
para matar al hombre que era un pueblo
tuvieron que quedarse sin el pueblo.
Mário Benedetti
Peço desculpas antecipadas aos meu leitores, aproximadamente por dois dias, ficarei fora, sem acesso à internet. Por tanto
o blog ficará sem postagens
Espero que ao retornar tenhamos boas e muitas novidades.
Estarei na terra dos marechais - São Gabriel - fazendo oficina.
Freitas Lima, diretor do Lua de Outubro, está filmando alguns contos do Simões Lopes Neto e eu participarei como ator (Juca Picumã) no conto: Os Cabelos da China.

Henrique de Freitas Lima
Diretor de Cinema
As filmagens estão acontecendo em São Gabriel e um dos atores principais é Marcos Breda.

Marcos Breda - Ator de Cinema, Teatro e Televisão
Na volta traremos mais detalhes.
Acabei não indo ao "jantar dos Andarilhos", mas vou comprar o CD Carga Pesada. Ocupamos as horas com muitos amigos, lá no Club Uruguay e foi belíssima a homenagem ao Salvador Allende.
Homens e mulheres
com outra escala de valores
Como num filme, a trajetória da vida do presidente Allende foi mostrada a todos.
Primeiramente através das palavras do Intendente de Rivera, Professor Tabaré Viera Duarte. Depois ouvimos o Dr. Geraldo Amaral, Intendente de Trinta y tres e finalizando o Diputado Gustavo Bernini do Partido Socialista del Uruguay.
A noite culminou com um coquetel.
Patrocinaram esse evento: Fundación Salvador Allende - Santiago-Chile; Intendencia Departalental de Trinta y Tres; Intendencia Departamental de Rivera y Partido Socialista - 90 PS Frente Amplio.

Diputado Gustavo Bernini

Parte do público no ato

Bandeiras do Uruguai e do Chile
Minha alma está em conflito. Mas um conflito bom. Escolher entre
Salvador Allende ou Andarilhos
Dois acontecimentos, pra mim, importantíssimos.
A homenagem a este ser humano fantástico, que os poderosos do mundo lhe tiraram a vida, por ter optado pelos pobres, pelo seu povo, pelo Chile, pelo socialismo.
Essa história deve ser conhecida por todos. Em respeito e em memória de Salvador Allende Gossens
Centenário do nascimento de Allende
Palacio de La Moneda - Chile
Muito justa essa homenagem ao centenário do seu nascimento.
Hoje
Club Uruguay. 20:30 hs.
5 de Setiembre de 2008
Outro acontecimento, e no mesmo horário...
Jantar dançante no Movimento Coxinha de Santana.
Evento de lançamento do CD
Os Andarilhos "Carga Pesada".
No programa da Rádio Cultura, comandado por Luis Honório (Lobisomem) - Contra ponto - desta quarta-feira, Clóvis de Souza e sua turma mostraram algumas canções, entre elas composições do próprio músico em parceria com Florêncio Teixeira (responsável pelo jantar lá no Coxilha) e com o médico e poeta Marcelo D’Ávila. Quando o grupo começou a tocar Além do Mate (de Clóvis e Marcelo), tive a nítida sensação de estar escutando um sucesso, uma canção que deverá virar clássico da música santanense. Será uma lástima se o nosso Rio Grande inteiro não tiver o privilégio de escutar essa excelente composição. (comentou o jornalista Duda Amaral no blog Roendo as Unhas).

Clóvis de Souza (vocal, violão)

Gringo Otero (vocal, baixo)
Waldir "Rato" (guitarra)

Jéferson Rafael (acordeom)

Ederson Brochi (bateria)
acompanhado na foto por Duda Amaral e Clóvis
Estúdio Rádio Cultura de Livramento
Programa contra ponto
Fotos duCANA
Hoje
Movimento Coxilha de Santana 20:30 h
5 de Setembro de 2008
Vou ver se dá tempo de participar dos dois eventos.
De quando em vez dou uma lida geral nos jornais da cidade, lá no sindicato que são assinantes. Ou leio através da internet.
A Platéia em PDF
Mas às vezes acontecem coisas estranhas. Vou até o PDF e só aparecem as fotos, o texto fica em branco. Bem, são coisas que acontecem ou tem algum dispositivo no meu computador que eu não sei colocar em funcionamento. Fico sem ler o jornal.
Também é comum acontecer, mesmo estando a data atualizada, todas as matérias ser de meses passado.
Hoje não deu pra ler A Platéia em PDF. Não sei o que aconteceu, mas como tudo está virado, esse mundo cada vez fica pior. Tive de ler
A Platéia em FDP
Cheguei a conclusão que tem um gozador nesse jornal, esta hora deve estar se matando de rir. Os idiotas dos internautas tentando ler as notícias da Expointer com um espelho diante do monitor.
Nós merecemos...

Quinta-feira trágica, também na redação do jornal?

Até em FDP fica ruím de ler.
Livro revela
a arte escondida
das frutas.
Um pouco de conhecimento geral (há quem diga: cultura inútil). Mas eu achei lindíssimo. Arte pura da natureza. A riqueza dos detalhes, a harmonia dos elementos... Enfim, muito bonito.
A matéria foi publicada no UOL.

O livro 'Fruit: Edible, Inedible, Incredible' ('Frutas: Comestíveis, Não Comestíveis, Incríveis') revela detalhes microscópios de diversas frutas. Na foto, um morango.
O livro recém-lançado em Londres traz imagens microscópicas de frutas para mostrar os mecanismos usados por cada uma para garantir sua sobrevivência.
Intitulado "Fruit: Edible, Inedible, Incredible" ("Frutas: Comestíveis, Não-Comestíveis, Incríveis", em tradução literal), o livro é resultado da parceria entre o morfologista Wolfgang Stuppy e o artista Rob Kesseler.
As imagens foram feitas através de um elétron-microscópio, capaz de revelar detalhes do interior das frutas. Depois disso, Kesseler coloriu as imagens para ressaltar as características de cada uma das frutas.
Segundo Stuppy, o principal objetivo é mostrar os mecanismos usados por cada uma delas para proteger e espalhar sua semente e garantir a sobrevivência da espécie.
"As sementes são os órgãos mais sofisticados e preciosos produzidos pelas plantas e onde elas guardam a próxima geração", afirmou.
As fotos mostram, por exemplo, como o formato de algumas frutas facilita a dispersão de suas sementes no solo e como outras são escondidas dentro das frutas para proteção.
As fotos revelam ainda outras curiosidades sobre as frutas. Uma das imagens mostra como as flores do figo ficam guardadas dentro da fruta e não no seu exterior, enquanto outra mostra os poros de respiração dos pêssegos, presentes na casca da fruta, mas imperceptíveis a olho nu.

A foto mostra um figo cortado ao meio. Por causa do corte, é possível ver as flores guardadas no interior da fruta. As imagens foram feitas em um elétron-microscópio e depois coloridas.

A foto mostra a superfície do pêssego. É possível observar os pêlos presentes na casca da fruta, de diversos tamanhos. Os pontos vermelhos são poros de 'respiração'.
Fotos: Papadakis Publisherphotos
Dedo na ferida
Bolívar Barbosa Ibargoyen
Montagem com as fotos dos pré-candidatos à Presidência dos EUA
(Fotos: Reprodução/Montagem)
A campanha eleitoral dos EUA demonstra, cabalmente, como pensa boa parte do eleitorado americano, na chamada "América Profunda". São pessoas brancas, de classe média e profundamente religiosas, residentes nos estados predominantemente agrícolas do centro e sul do país.
Mal foi indicada como vice na chapa de John McCain, a governadora do Alasca, Sarah Palin, já fez ruir o monstruoso castelo de hipocrisia do "pensamento" político-moral dos republicanos (e de uma parcela democrata). A filha adolescente da candidata está grávida (oh!). Não demorou muito para se descobrir que os candidatos republicanos, cada um em sua esfera de poder, foram contrários à adoção de campanhas de educação sexual, preferindo recomendar (pasmem!) a abstinência sexual em pleno século XXI.
Se essa dinastia fundamentalista inaugurada por Bush permanecer na Casa Branca, em breve serão feitos autos-de-fé em praça pública e queimadas as mulheres que ostentarem em seus semblantes os traços de vida sexual saudável.
Logo pensa o leitor: "Ok, nada que nós não esperássemos dos EUA. Mas o Brasil não sustenta esse tipo de coisa." Respondo ao atilado interlocutor que podemos estar livres desse tipo de argumento por enquanto, mas temos nossos anacronismos também.

Um exemplo foi a norma que proibiu aos funcionários de estabelecimentos rurais, que acompanhassem os animais ao Parque Assis Brasil para a Expointer, dormissem junto a estes em seus respectivos boxes. Foram lançados os mais variados argumentos para justificar a revogação da medida, desde a "tradição" até questões financeiras (estas mais compreensíveis).
Contudo, o problema não reside na medida, que se enquadra na categoria tautológica, pois nada mais prevê que as condições dignas de trabalho, presentes na CLT desde
Por certo que o homem do campo é afeito às agruras, mas não lhe cabe renunciar a condições melhores de trabalho em nome de uma tradição inventada para lhe suprimir esse direito.
Ao preservar essa prática por tantos anos, nós gaúchos, não temos o direito de colocar o dedo na cara, como gostamos muito de fazer, para denunciar os bóias-frias, as crianças carvoeiras ou o trabalho escravo.
Opinião publicada no Jornal A Platéia - quarta-feira 03 de setembro de 2008.

Foto: divulgação - Expointer 2007
Quando que o bicho vale mais que o homem?
O trato mais que o tratador
Cuidar do valor alheio
Do lado, no chão, na mão
Dizem é tradição
Pra mim: exploração!
Este último comentário: JN Canabarro
Mestre Padilha e as paisagens da fronteira

Uma amostra de seu talento e gênio criativo é um pequeno quadro a óleo em que retrata um conjunto de nossos principais símbolos, com a figura do saudoso PINGA (Ramón Jurado) sentado num banco da praça General Osório, com a sua inseparável flauta de guampa e a sua caixa de balas de mocotó, inserido num arranjo onde figuram a pérgula daquela praça, o obelisco do Parque Internacional, o Cerro de Palomas e a Pracinha dos Cachorros. Este quadro foi doado pelo artista ao acervo do município e encontra-se no Museu Municipal Davi Canabarro.
Uma outra belíssima síntese de todo o nosso cenário paisagístico foi pintada pelo mestre Padilha nas laterais de um dos ônibus da empresa JUNO TUR, de propriedade do meu amigo Júlio Flores Lopes e de sua esposa dona Noeci, aos quais parabenizo pela magnífica idéia e iniciativa de divulgarem, desse modo, a beleza natural de nossa região de fronteira e ao mesmo tempo a incomparável arte deste nosso amigo e irmão.
A arte muralista e às vezes surrealista do Inácio Padilha mereceria ser perpetuada através de registros fotográficos a fim de que não aconteça como ocorreu com outros trabalhos seus que infelizmente não foram fotografados em vários locais da cidade e que acabaram, talvez por um involuntário ato de iconoclastia, sendo apagados dos muros e paredes de restaurantes que temporariamente serviram de tela à genialidade e ao talento desse artista extraordinário que se caracteriza e se sublima como um verdadeiro mestre do pincel e uma das maiores expressões da arte contemporânea de nossa fronteira e por que não dizer do Brasil, da América e do Mundo, em todos os tempos, porque somente El Grecco, retratando as paisagens de Toledo, e o italiano Giorgio de Chirico, com seus magníficos murais, pintaram assim.
Recentemente, numa das reuniões da Casa do Poeta Santanense, tivemos a oportunidade de admirar outras amostras da genialidade do Padilha num dos bares noturnos de nossa cidade, onde retrata em óleo sobre tela o cenário e a vida boêmia do século passado. São três ou quatro belíssimos quadros, feitos provavelmente sob encomenda, num dos quais nos mostra uma ruela à noite com seus bares e cafés iluminados, e nos demais, o clássico interior de algumas tabernas antigas, com suas características e seus variados tipos humanos.
Como se vê, o Inácio Padilha é um artista bastante eclético naquilo que produz, embora não costume participar de vernissages nem expor os seus trabalhos em tela, até porque, pela exigüidade do tempo em que os produz e vende, quase sempre sob encomenda, nunca os tem disponíveis. Certa vez ele me disse que sonhava com o dia em que teria a tranqüilidade de pintar com calma, sem a preocupação de vender os seus quadros, e poder reuní-los e expô-los para si mesmo, para o seu próprio deleite ou de sua família.
Mas esse tempo parece estar longe da expectativa de uma despreocupada aposentadoria deste nosso valoroso irmão e mestre do paisagismo fronteiriço, que continua na batalha, retratando maravilhosamente os nossos pagos ou quaisquer outras paisagens ou cenários que já tenha visto ou imaginado, mesmo os pintando de memória, de modo hiper ou surrealista.
Luciano Machado - Escritor santanense
Muito justa esta homenagem do escritor Luciano Machado ao Padilha. Um mestre da pintura realmente. Pena que no momento não tenho registrado em fotos nenhuma paisagem do artista. Mas tenho duas abstrações. Elas mostram que o Inácio Padilha é um pintor completo: das paisagens aos abstratos, dos retratos ao surrealismo ele brinca com o pincel, como uma varinha mágica, brotando arte.

Abstrato geométrico
Inácio Padilha

O ciclista
Inácio Padilha
Estas duas abstrações, registradas pela câmera do duCANA, ainda estão no atelier do artista e em tratamentos finais. Possivelmente, dentro de pouco tempo, tenhamos uma grande exposição dos trabalhos do Inácio Padilha. Vamos trabalhar para isso.
Obrigado Luciano Machado por permitir somar-me a esta justa homenagem.
"Não sou da área"



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